FERROADAS E PICADELAS

DIZEM QUE A VINGANÇA É DOCE...,
À ABELHA, CUSTA-LHE A VIDA!
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"UMA BOA ABELHA, NÃO POUSA EM FLORES MURCHAS"
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"Os livros, são abelhas que levam o pólen de uma inteligência a outra."
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"TAL COMO AS ABELHAS, AS PALAVRAS TÊM MEL E FERRÃO"



quinta-feira, 5 de maio de 2011

E AGORA ?!

Há cerca de quinze dias que fiz a reposição do efectivo do meu apiário.
Com a compra de meia dúzia de colmeias, o efectivo ficou sensivelmente ao nível do que foi outrora.
Estou agora, e face às perdas obtidas, ainda mais sensibilizado para os pormenores, que podem transformar um hobbie apaixonante, num factor de alguma frustração e tristeza, vendo que, por desconhecimento ou desleixo, quiçá, foram goradas as expectativas criadas.

Agora com mais cuidado, e procurando as respostas que o meu desconhecimento questiona, há pormenores que me preocupam.
A deslocação dos enxames cerca de 30 kms pode ou não, provocar nos mesmos algum tipo de “stress” que os possa tornar mais susceptíveis ao desenvolvimento por exemplo da varroa?
Do vendedor tive a afirmação de que os enxames vinham tratados contra a referida praga, e que só após a cresta seria necessário voltar ao tratamento. Nada me leva a duvidar. No entanto, e por força da mudança de local e para uma garantia mais efectiva, não seria útil renovar ainda assim, o respectivo tratamento?

video
Não conseguindo obter o nome do produto utilizado, penso que, a utilização de um produto inócuo para o mel poderia ser o ideal. Este é um ponto de vista face às perdas que já tive e que, agora com mais cuidado, gostaria de evitar.


É ou não, um trabalho positivo nesta altura?
A sê-lo que produto utilizar?
O Timol nas caixas evaporadoras é compatível?
Cumprimentos apícolas.

7 comentários:

Anónimo disse...

Apenas um comentário:
não é: "barroa", mas sim "VARROA" !!!

Campista selvagem disse...

Meu caro, tenho a impressão que estamos no mesmo nivel de aprendizagem, no entanto penso que nesta altura do campeunato não se deve utilizar nada, até porque as populações estão no seu auge e não terão problemas se perderem alguns elementos.
Depois da colheita ou por essa altura,(finais de julho principios de Agosto) deveremos então tratar os nossos animais de estimação.
(vou ficar atento para verificar opiniões difrentes é assim que apreendemos)

Anónimo disse...

As minhas saudações apícolas!
Meu caro confrade:
Se deseja colher mel este ano, apenas deve efectuar o tratamento após a cresta.Por uma única razão: seja qual for o produto utilizado (timol incluido), vão ficar resíduos no mel armazenado nas alças, uma vez que as abelhas estão em plena colheita. Imagine o que será mel com sabor a timol, ou a ácido fórmico,ou com resíduos de amitraz ou fluvalinato, que são altamente tóxicos.
Se o transporte causou stress nas abelhas? Sim. O mesmo acontece a quem faz transumância. Mas as abelhas recuperam em poucos dias.
Se adquiriu as abelhas a um apicultor em quem confia , porque não confia também quando ele lhe disse que as abelhas estavam tratadas? É que o tratamento também causa stress nas abelhas.
Quanto ao produto a utilizar, a conversa é outra. Consulte os apicultores da sua região e saiba o que utilizam e se têm tido eficácia. Em teoria deveria utilizar o mesmo tipo de produto e tratar na mesma altura que eles (desde que os seus varroas não lhe sejam resistentes).Seria útil saber o que foi usado antes pelo apicultor que lhe vendeu os enxames.
Não acho aconselhável usar o timol nas caixas evaporadoras, porque por este método tem baixa eficácia. As abelhas devem contactar directamente com o timol para que haja maior eficácia na sua acção .
No blog "Vale do Rosmanhinho" tem uma "receita" para aplicação do timol, que é bem mais eficaz que as caixas evaporadoras (esqueça-as).
Um abraço.
Abelhasah.

Anónimo disse...

Volto outra vez só para referir uma coisa que ficou esquecida e é importante.
Se pensa que as suas abelhas podem estar muito infestadas de varroa, faça um teste de monitorização com álcool ou com água com detergente, como está descrito no blog do "Monte do Mel", pelo menos às abelhas (pode não fazer à criação). Cuidado, verifique bem onde está a rainha, antes de escovar as abelhas para o frasco!!!
Um abraço.
Abelhasah.

abelhasecolmeias disse...

Um grande bem haja amigo Abelhash.
A simplicidade e a objectividade dos seus esclarecimentos, ser-me-ão bastante úteis.
As minhas dúvidas, normais pela minha falta de conhecimentos, têm mais relevância quando a quantidade de informação que se pretende absorver é grande e, mais ainda, variada qb, consoante o agente transmissor.
Gostei das suas explicações e renovo aqui o meu muito obrigado.
Saudações apícolas
LOPES

Abelha Preguiçosa disse...

Caro Lopes,
Penso que o sr Abelhasah foi bastante explicito quanto ao problema dos tratamentos!
Concordo com ele.
Se as colmeias foram tratadas e se estão a desenvolver como deve ser, então não deverá haver problema.
Embora às vezes possa até acontecer um enxame não desenvolver e isso não ser devido a nenhum problema de saúde, mas sim a rainhas velhas que as abelhas substituiem.
Mas a varroa requer sobretudo muita observação e atenção da nossa parte...

Gosto bastante das colmeias por pintar como as que aparecem no video, e se me permite a dica, aconselhava-o a adquirir pelo menos 1 estrado higiénico, para experimentar, pois são também uma boa maneira de observar o mundo das abelhas e o problema da varroa.

Em relação ao stress provocado pelo transporte criar susceptibilidades em relação à varroa já ouvi falar foi o contrário, que o stress causado pelo transporte pode fazer com que haja um ligeiro aumento na queda natural da varroa! Tem alguma lógica mas pessoalmente nunca pude confirmá-lo...
De qualquer modo, não acredito que esse aumento, a dar-se, seja significativo.
Mas o transporte de colmeias pode trazer problemas de varroa se nas proximidades do local para onde foram transportadas, existirem colmeias muito infestadas e/ou abandonadas e susceptiveis de serem pilhadas...

Um Abraço
Ricardo

José Nunes disse...

Achei muito Util todos todos vossos parceres estou a iniciar-me agora e preciso muito destas dicas Zé Colmeia Fazendas de Almeirim.


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